Pesquisas eleitorais erraram o resultado? Flávio aparecia à frente, mas Lula venceu nas urnas


Levantamentos divulgados na véspera do segundo turno colocavam o candidato do PL numericamente à frente. Resultado oficial do TSE mostrou vitória de Lula por 3,58 pontos percentuais e abriu uma nova discussão sobre a precisão dos institutos.

Gente, chegou a hora de conferir a conta! 👀

A eleição presidencial de 2026 terminou, os votos foram totalizados e agora os holofotes se voltam para outro personagem dessa disputa: os institutos de pesquisa.

E olha que o assunto promete render!

Na reta final do segundo turno, vários levantamentos colocavam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alguns apontavam empate técnico; outros mostravam uma pequena vantagem para o candidato do PL.

Só que, quando as urnas fecharam, o resultado foi diferente.

Lula terminou a disputa com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio alcançou 48,21%. Uma diferença de 3,58 pontos percentuais.

Afinal, quem chegou mais perto? E por que tantos levantamentos indicavam um cenário diferente daquele confirmado nas urnas?

Vamos aos números!

Primeiro, o resultado que saiu das urnas

Antes de falar dos institutos, precisamos olhar para o placar oficial.

Segundo a totalização divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos.

Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, o equivalente a 48,21%.

A diferença foi de 4.430.191 votos.

É um resultado que mostra uma disputa nacional bastante dividida, mas com vitória de Lula confirmada pela Justiça Eleitoral.

Futura aparece entre os levantamentos mais próximos do resultado

Agora vem um dos pontos mais interessantes dessa comparação.

A pesquisa Futura/100% Cidades, divulgada em 24 de outubro, véspera da votação, apontava Flávio Bolsonaro com 50,1% dos votos válidos e Lula com 49,9%.

Naquele momento, o levantamento indicava empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O resultado oficial, entretanto, terminou com Lula em 51,79% e Flávio em 48,21%.

Na comparação direta, os percentuais da Futura ficaram a aproximadamente 1,9 ponto percentual do resultado de cada candidato.

Isso coloca o levantamento entre os que tiveram uma distância relativamente pequena em relação às urnas. Mas atenção: estar mais perto não significa acertar o vencedor. A pesquisa apontava vantagem numérica para Flávio, enquanto o resultado confirmou a vitória de Lula.

BTG/Nexus e CNT/MDA: o empate técnico também apareceu

Outro grupo de levantamentos merece atenção.

O BTG/Nexus apontava Flávio com 50,5% e Lula com 49,5% dos votos válidos.

Já o levantamento CNT/MDA indicava Flávio com 50,7%, contra 49,3% de Lula.

Os dois institutos apresentavam uma disputa apertada, com vantagem numérica para o candidato do PL.

Mas, quando comparamos os números com o resultado oficial, percebemos que a diferença acabou indo para o outro lado.

É justamente esse tipo de situação que precisa ser analisado: uma pesquisa pode indicar empate técnico e, ainda assim, apresentar uma diferença numérica que não se confirma na apuração.

Datafolha, Quaest e PoderData também entram na comparação

E os institutos mais conhecidos do público?

Na reta final, levantamentos de Datafolha, Quaest e PoderData também mostravam Flávio numericamente à frente em seus respectivos cenários de votos válidos.

O Datafolha, por exemplo, divulgou 51% para Flávio e 49% para Lula. A Quaest também apresentou um cenário de 51% a 49% para o candidato do PL.

O PoderData igualmente indicava vantagem numérica de Flávio em seu levantamento final.

Com a vitória de Lula por 51,79%, fica evidente que os números divulgados por esses institutos não reproduziram a direção do resultado final.

E aqui está a questão: não basta olhar apenas para a margem de erro. É necessário observar a metodologia, o período de entrevistas, a composição da amostra e a capacidade de cada instituto de captar mudanças no comportamento do eleitorado.

O mapa do eleitorado: Nordeste de um lado, Sul e Centro-Oeste de outro

As pesquisas de perfil também apontavam diferenças importantes entre os grupos de eleitores.

Nos recortes regionais, Lula aparecia com vantagem expressiva no Nordeste, enquanto Flávio Bolsonaro tinha desempenho superior no Sul e no Centro-Oeste.

Na divisão por religião e renda, os levantamentos indicavam maior vantagem de Flávio entre eleitores evangélicos e nas faixas de renda mais elevadas.

Lula, por sua vez, aparecia com desempenho superior entre católicos, eleitores sem religião e pessoas com renda de até dois salários mínimos.

Esses recortes ajudam a entender a divisão do eleitorado brasileiro. Mas é importante lembrar: pesquisas de perfil são fotografias de grupos específicos, e não substituem a totalização oficial dos votos.

Afinal, pesquisa eleitoral é previsão?

Essa é uma das perguntas que ficam depois de uma eleição.

Pesquisa eleitoral não é resultado antecipado. É uma medição da intenção de voto em determinado período, com uma metodologia, uma amostra e uma margem de erro.

Isso não significa que os institutos estejam dispensados de prestar contas sobre seus resultados.

Quando vários levantamentos divulgados na reta final apontam uma direção e as urnas confirmam outra, é natural que o público queira entender o que aconteceu.

A discussão precisa ir além de dizer que um instituto acertou ou errou. É necessário examinar como as entrevistas foram realizadas, quais eleitores foram alcançados e quais fatores podem ter influenciado a diferença entre a pesquisa e a votação.

O que está confirmado

  • Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos.
  • Flávio Bolsonaro terminou com 48,21%.
  • A diferença foi de 4.430.191 votos.
  • A pesquisa Futura divulgada na véspera apontava 50,1% para Flávio e 49,9% para Lula.
  • BTG/Nexus e CNT/MDA também indicavam vantagem numérica de Flávio.
  • Datafolha e Quaest apresentavam Flávio com 51% e Lula com 49% nos votos válidos.

Comentário do Dom Felipe

A eleição acabou, mas a discussão sobre as pesquisas está apenas começando.

Durante a reta final, muitos brasileiros acompanharam levantamentos que apontavam uma vantagem numérica para Flávio Bolsonaro. Havia expectativa, mobilização e uma disputa que parecia extremamente apertada.

O resultado das urnas mostrou outro cenário: Lula foi reeleito, e a diferença entre os candidatos ficou em 3,58 pontos percentuais.

Isso não apaga a importância de investigar a precisão dos levantamentos. Pelo contrário: a credibilidade dos institutos depende de transparência, metodologia consistente e capacidade de explicar as diferenças entre suas pesquisas e o resultado efetivo.

Para a direita, fica também uma lição política: uma eleição não se ganha apenas com números de pesquisas, expectativas ou mobilização nas redes sociais. O resultado depende dos votos efetivamente depositados nas urnas.

O eleitor merece informação clara, e os institutos precisam estar preparados para explicar seus números.

E você, o que mais chamou sua atenção nessa comparação? Os institutos precisam rever suas metodologias ou a diferença entre pesquisa e urna faz parte do processo eleitoral?

Deixe sua opinião nos comentários do Portal Dom Felipe.

Comentários

Bate-Papo IRC | BrasIRC

Fale Conosco

Nome

E-mail *

Mensagem *