Daniela Lima revela virada no mercado: Flávio Bolsonaro passa a ser tratado como favorito contra Lula
Apuração da jornalista mostra que bancos, gestoras e pesquisadores contratados pelo mercado mudaram suas projeções e passaram a trabalhar com 60% de chance de vitória para Flávio contra 40% para Lula
Uma informação revelada pela jornalista Daniela Lima no programa Pulso Político, do Canal UOL, colocou um novo elemento na disputa presidencial de 2026: analistas contratados por bancos e gestoras do mercado financeiro passaram a trabalhar com Flávio Bolsonaro (PL) como favorito diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a apuração de Daniela, relatórios, pesquisas privadas, trackings e áudios que circulam entre agentes do mercado indicam uma mudança significativa nas projeções eleitorais. A estimativa mencionada pela jornalista aponta 60% de probabilidade de vitória para Flávio Bolsonaro contra 40% para uma reeleição de Lula.
O dado não representa uma pesquisa de intenção de voto convencional. Trata-se de uma projeção de probabilidade produzida a partir das análises utilizadas por agentes do mercado financeiro. É justamente essa mudança de percepção que está no centro da informação revelada por Daniela.
A “mudança de call” que chamou atenção
Segundo Daniela Lima, a mudança de cenário começou a ganhar força no mercado em setembro.
Um dos episódios destacados pela jornalista ocorreu em 10 de setembro, quando Richard Back, analista da Necton Investimentos, enviou um áudio a clientes comunicando uma mudança importante na projeção da instituição.
A frase atribuída ao analista foi direta:
“Flávio Bolsonaro presidente e não mais Lula”.
A partir daquele momento, Daniela afirmou ter acompanhado outras projeções e trackings privados produzidos por pesquisadores que prestam serviços a grandes instituições financeiras.
Segundo a jornalista, a leitura teria se repetido em diferentes análises: Flávio passou a ser considerado o cenário mais provável para a Presidência.
O que os trackings privados estariam mostrando
Um dos pontos mais relevantes da apuração está nos levantamentos internos citados por Daniela.
Segundo ela, um pesquisador que trabalha com esse tipo de monitoramento teria identificado uma ultrapassagem de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais e ampliação de sua vantagem no Rio de Janeiro.
Esses números não são apresentados como uma pesquisa eleitoral pública convencional. São informações de trackings privados, utilizados por clientes do mercado financeiro para acompanhar mudanças de comportamento do eleitorado.
A informação ganha importância porque Minas Gerais é um dos maiores colégios eleitorais do país e o Rio de Janeiro é o principal reduto eleitoral da família Bolsonaro.
Mercado mudou de percepção sobre a eleição
A apuração de Daniela Lima vai além de um levantamento isolado.
Segundo a jornalista, diferentes analistas e pesquisadores contratados pelo mercado passaram a apresentar uma leitura semelhante, caracterizando o movimento como uma “mudança de call”.
Em outras palavras, o mercado que anteriormente trabalhava com Lula como cenário mais provável teria passado a considerar uma vitória de Flávio Bolsonaro como o principal cenário eleitoral.
O colunista Mano Ferreira, também ouvido no programa, afirmou que essa mudança não estaria baseada simplesmente em preferência política, mas em análises contratadas por instituições financeiras.
Daniela resumiu a nova leitura dizendo que, naquele momento, Flávio Bolsonaro teria mais chances de chegar à Presidência do que Lula, segundo o termômetro do mercado.
Indecisos e abstenção entram no radar
Outro ponto destacado na apuração é o comportamento do eleitorado.
Segundo Daniela, pesquisadores chamaram atenção para o baixo engajamento, o volume de eleitores indecisos nas pesquisas espontâneas e o risco de uma abstenção elevada.
Na avaliação relatada pela jornalista, esses fatores podem ter impacto importante sobre a composição do eleitorado que efetivamente comparecerá às urnas.
É um aspecto particularmente relevante porque uma eleição apertada pode ser influenciada não apenas pela preferência declarada, mas também pela decisão de comparecer ou não para votar.
E as pesquisas eleitorais?
É justamente aqui que os números precisam ser separados.
A mudança apontada por Daniela no mercado não significa que todas as pesquisas públicas já tenham colocado Flávio Bolsonaro na liderança.
Mas alguns levantamentos recentes também registraram avanço expressivo do senador e cenários de empate ou vantagem numérica sobre Lula.
A pesquisa Futura Inteligência divulgada em 24 de setembro, por exemplo, colocou Flávio numericamente à frente de Lula no primeiro turno: 40,4% contra 38,4%.
A diferença de dois pontos, porém, está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, configurando empate técnico.
No segundo turno, o mesmo levantamento apresentou 49,4% para Flávio e 43,7% para Lula. Segundo a Revista Oeste, Flávio havia avançado 6,8 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, enquanto Lula permaneceu praticamente estável.
PoderData/Aya também mostra disputa apertada
Outro levantamento divulgado em 24 de setembro foi o PoderData/Aya.
No primeiro turno, Lula apareceu com 41% e Flávio com 39%, diferença dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual.
No segundo turno, a diferença diminuiu ainda mais: 46% para Flávio contra 45% para Lula, novamente dentro da margem de erro.
A pesquisa foi realizada com 3 mil eleitores entre 20 e 23 de setembro e registrada no TSE sob o número BR-01739/2026.
O dado mais importante, portanto, é que o senador aparece encostado em Lula nos levantamentos públicos enquanto, paralelamente, análises privadas citadas por Daniela já trabalham com uma probabilidade maior de vitória para Flávio.
Uma mudança que vem sendo percebida há semanas
O movimento não começou apenas no levantamento divulgado nesta quinta-feira.
Em 17 de setembro, outra pesquisa PoderData/Aya mostrou Flávio numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno, com 46% contra 44%.
Na rodada anterior, de 10 de setembro, Flávio também aparecia numericamente à frente: 47% contra 45%.
Ou seja, independentemente das diferenças metodológicas entre os institutos, existe um elemento que aparece de forma recorrente nas últimas semanas: a distância entre Lula e Flávio diminuiu significativamente em vários levantamentos.
O cenário mudou de forma mais rápida na reta final
A poucos dias do primeiro turno, a disputa apresenta características diferentes das observadas no início da campanha.
Flávio Bolsonaro avançou em diferentes levantamentos e passou a aparecer tecnicamente empatado ou numericamente à frente de Lula em determinados cenários.
A apuração de Daniela acrescenta outro componente: o mercado financeiro também teria alterado sua avaliação sobre as chances dos dois candidatos.
É essa combinação que torna a informação especialmente relevante.
Não se trata apenas de uma oscilação de uma pesquisa. Segundo Daniela, existe uma mudança mais ampla nas projeções privadas utilizadas por agentes econômicos.
O que está confirmado
- Daniela Lima relatou no Pulso Político que analistas contratados por bancos e gestoras passaram a trabalhar com Flávio Bolsonaro como favorito.
- A projeção citada pela jornalista é de 60% de chance de vitória para Flávio contra 40% para Lula.
- A apuração menciona relatórios, pesquisas privadas, trackings e análises de mercado.
- Daniela relatou informações de trackings privados indicando avanço de Flávio em Minas Gerais e ampliação de sua vantagem no Rio.
- A pesquisa Futura divulgada em 24 de setembro colocou Flávio numericamente à frente de Lula no primeiro turno, embora em empate técnico pela margem de erro.
- O PoderData/Aya também mostrou empate técnico entre os dois no primeiro e no segundo turno.
O que ainda não está comprovado
A projeção de 60% contra 40% não significa que 60% dos brasileiros estejam votando em Flávio Bolsonaro.
É uma estimativa de probabilidade atribuída por Daniela Lima a analistas e instituições que acompanham o mercado financeiro.
Da mesma forma, os trackings privados mencionados na reportagem não devem ser tratados como se fossem pesquisas eleitorais públicas registradas e abertas à consulta de toda a população.
O que está documentado é a mudança de percepção desses analistas.
Por que essa informação é importante?
Porque o mercado financeiro costuma acompanhar eleições por uma ótica diferente da pesquisa tradicional.
Além da intenção declarada de voto, seus modelos podem considerar uma combinação de pesquisas, dados regionais, comportamento do eleitor, cenários econômicos e outras informações disponíveis aos clientes.
Quando vários agentes passam a alterar simultaneamente suas projeções, isso sinaliza que alguma mudança relevante está sendo percebida nos dados que eles acompanham.
Ainda assim, projeção não é resultado de eleição.
O que acontece agora?
A disputa entra na reta final com Flávio Bolsonaro e Lula muito próximos em diversos levantamentos.
Ao mesmo tempo, a apuração de Daniela Lima aponta para uma mudança mais profunda na percepção de analistas do mercado financeiro, que passaram a considerar Flávio o cenário mais provável de vitória.
Os próximos dias serão decisivos para verificar se essa mudança de percepção será acompanhada por novos movimentos nas pesquisas públicas e nos trackings eleitorais.
A grande questão, portanto, deixou de ser apenas se Flávio consegue diminuir a distância para Lula.
Agora, diante da informação revelada por Daniela, passa a ser também observar se a virada de percepção detectada no mercado será confirmada pelos números que forem divulgados na reta final da campanha.
COMENTÁRIO DO DOM FELIPE
A informação trazida por Daniela Lima merece atenção justamente porque não nasceu de uma declaração de campanha.
Estamos falando de analistas, pesquisadores e instituições contratadas pelo mercado financeiro, que segundo a jornalista passaram a mudar suas próprias projeções e trabalhar com Flávio Bolsonaro como cenário mais provável de vitória.
O número de 60% contra 40% é, sem dúvida, expressivo. Mas o mais importante talvez seja entender o que está por trás dessa mudança de call.
Se os trackings privados realmente estão identificando avanço de Flávio em estados importantes, redução da distância para Lula e alterações no comportamento dos indecisos, isso ajuda a explicar por que o mercado teria mudado sua leitura.
E alguns levantamentos públicos recentes caminham na mesma direção: a Futura colocou Flávio numericamente à frente no primeiro turno e com vantagem maior no segundo, enquanto o PoderData/Aya registrou empate técnico nos dois cenários.
Isso não significa que a eleição esteja decidida.
Significa que a narrativa de uma eleição confortável para Lula ficou muito mais difícil de sustentar diante dos números e das projeções que começaram a aparecer nesta reta final.
Agora é acompanhar os próximos levantamentos.
Porque, se a leitura apresentada por Daniela estiver captando uma mudança real no comportamento do eleitorado, os próximos dias poderão mostrar se o que o mercado já está enxergando também começará a aparecer de maneira mais clara nas pesquisas abertas.
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